O Universo de Quatro Paredes

Sarah Melo GL11

Ilustre manhã branca,

de rios secos e pleno silêncio,

que soa em meus ouvidos como gongos

As janelas, meio abertas. A cama, desarrumada

Frágil atmosfera, frágil humanidade

Em meio à jornada ao redor do sol,

Eu costumava dizer:

“Que as ventanias e as mãos divinas, dignas de Rei Midas,

molhadas e enferrujadas no luto e na ganância, não e levem jamais.”

Respondia-me com nada mais do que um sorriso

Porém, quando chegavam os solitários e crepusculares dias de Lua,

Eu suspendia minha inteira existência à animação

Sob obscuros ou estrelados céus, permitam-me dizer, o contraste era colossal farsa,

Metamorfose espetacular, poetisa de fantasmas, fingidora de realidades,

A vizinha de língua inchada e pele de papel

Já não era mais romancista, contadora de histórias,

Tão somente uma grande exposição de tecidos cicatrizados

E cartas de rejeição, na extraordinária trivialização do mundano

Sobre Carlos Rix

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